,

Saúde Mental e Tecnologia: um título comum para desafio antigo

Escrito por

·

Entenda o motivo do assunto ainda ser um tabu entre pessoas da área de tecnologia

Photo by Possessed Photography on Unsplash

Vou te contar uma história.

Há alguns anos eu ingressei na universidade determinada a mudar o mundo através da tecnologia. Mas eu queria mudar o mundo usando a tecnologia a favor da humanidade ao mesmo tempo que eu: cuidava minimamente da minha saúde física, ficava com minha família e amigos, participava de eventos para fazer o tal do networking, ajudava em trabalhos voluntários, procurava um estágio e por aí vai…

Fazia sentido para mim. Fazia sentido mesmo que meu corpo ficasse super cansado e minha mente nunca desligasse.

Quando comecei a me envolver nas atividades acadêmicas e realmente a conviver com pessoas de diferentes históricos eu não me encontrei, porque a grande maioria dos meus colegas estavam lá apenas para estudar.

Mas eu, como uma pessoa múltipla, não sou apenas o que eu estudo/estudei e muito menos aquilo que escolhi para ser meu trabalho/emprego.

Então, passei a buscar me envolver nas atividades extracurriculares além de todos os papéis e responsabilidades que eu já tinha sem insistir na presença destes colegas: fui sozinha porque eu acreditava que fazia sentido. Muitos colegas se afastarem e afirmaram: “isso não vai dar certo, você deveria apenas estudar”.

A minha frustração foi grande. Foi intenso, porque eu nunca antes na minha vida tinha “só” estudado. Eu não sabia como fazer isso, então me isolei o máximo que deu e fiz o que eu precisava fazer para estudar e fazer tudo que eu queria: abraçar o mundo.

Aprendi muito nessa jornada de autoconhecimento e grande frustrações. Aqui estão as 3 principais práticas que eu aprendi ao tentar buscar saúde mental juntamente com a evolução na área de tecnologia:

1 — busque se conhecer. Você precisa se conhecer a ponto de conseguir determinar até onde você vai: colocar limites. Entenda: colocar limites em horários, volume de trabalho e descanso;

2 — saiba pedir ajuda. Você pode pedir ajuda quando sentir que está perdida ou ver que não consegue terminar sozinha. Pedir ajuda é sinal de força, diferente das coisas que os vieses nos ensinaram;

3 — celebre suas pequenas vitórias: apenas você sabe o quanto alguma conquista vale e ninguém mais.

Não foi fácil aprender essas dicas que estou dividindo com você e tenho uma lista de outras coisas que gostaria de dividir, mas você não precisa saber tudo de uma só fez. Você precisa, assim como eu, aceitar o processo e encontrar o seu limite. Eu conheci o meu. Eu sei que parece frase pronta, mas eu validei essa informação antes de trazer para esse texto.

E onde entra a saúde mental nessa história? Simples! Não entra! Eu dizia cuidar da minha saúde mental, mas eu não tirava um tempo de qualidade para descansar e não sabia “dizer não” — essa eu ainda estou aprendendo e ainda tenho uma jornada pela frente.

Com o surgimento da internet, o aumento da inclusão digital, a evolução da tecnologia e, atualmente, a pandemia, cuidar da saúde mental passou a ser prioridade para todos.

Principalmente para quem está atuando na área há algum tempo e não cuidou disso antes e também para quem está chegando agora. Trabalhar com tecnologia, em qualquer das grandes áreas, exige muito do nosso cérebro por estarmos sempre sob pressão para atingir metas muitas vezes inalcançáveis e precisar usar muito a função prática e analítica.

A saúde mental é um tópico negligenciado há muito tempo, sempre fez parte da vida humana e sempre irá fazer porque é o que nos faz humanos. Trabalhar com tecnologia nos deixa muito próximos da sensação de conseguirmos ser como as máquinas que construímos e funcionar sem parar.

Mas constantemente nos esquecemos que até as máquinas precisam de manutenção, pausa e atualização.

Para conhecer mais sobre a Brazilians in Tech, acesse nosso site neste link e junte-se a nos!


Descubra mais sobre Ana Teixeira

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário