Entenda o motivo do assunto ainda ser um tabu entre pessoas da área de tecnologia
Vou te contar uma história.
Há alguns anos eu ingressei na universidade determinada a mudar o mundo através da tecnologia. Mas eu queria mudar o mundo usando a tecnologia a favor da humanidade ao mesmo tempo que eu: cuidava minimamente da minha saúde física, ficava com minha família e amigos, participava de eventos para fazer o tal do networking, ajudava em trabalhos voluntários, procurava um estágio e por aí vai…
Fazia sentido para mim. Fazia sentido mesmo que meu corpo ficasse super cansado e minha mente nunca desligasse.
Quando comecei a me envolver nas atividades acadêmicas e realmente a conviver com pessoas de diferentes históricos eu não me encontrei, porque a grande maioria dos meus colegas estavam lá apenas para estudar.
Mas eu, como uma pessoa múltipla, não sou apenas o que eu estudo/estudei e muito menos aquilo que escolhi para ser meu trabalho/emprego.
Então, passei a buscar me envolver nas atividades extracurriculares além de todos os papéis e responsabilidades que eu já tinha sem insistir na presença destes colegas: fui sozinha porque eu acreditava que fazia sentido. Muitos colegas se afastarem e afirmaram: “isso não vai dar certo, você deveria apenas estudar”.
A minha frustração foi grande. Foi intenso, porque eu nunca antes na minha vida tinha “só” estudado. Eu não sabia como fazer isso, então me isolei o máximo que deu e fiz o que eu precisava fazer para estudar e fazer tudo que eu queria: abraçar o mundo.
Aprendi muito nessa jornada de autoconhecimento e grande frustrações. Aqui estão as 3 principais práticas que eu aprendi ao tentar buscar saúde mental juntamente com a evolução na área de tecnologia:
1 — busque se conhecer. Você precisa se conhecer a ponto de conseguir determinar até onde você vai: colocar limites. Entenda: colocar limites em horários, volume de trabalho e descanso;
2 — saiba pedir ajuda. Você pode pedir ajuda quando sentir que está perdida ou ver que não consegue terminar sozinha. Pedir ajuda é sinal de força, diferente das coisas que os vieses nos ensinaram;
3 — celebre suas pequenas vitórias: apenas você sabe o quanto alguma conquista vale e ninguém mais.
Não foi fácil aprender essas dicas que estou dividindo com você e tenho uma lista de outras coisas que gostaria de dividir, mas você não precisa saber tudo de uma só fez. Você precisa, assim como eu, aceitar o processo e encontrar o seu limite. Eu conheci o meu. Eu sei que parece frase pronta, mas eu validei essa informação antes de trazer para esse texto.
E onde entra a saúde mental nessa história? Simples! Não entra! Eu dizia cuidar da minha saúde mental, mas eu não tirava um tempo de qualidade para descansar e não sabia “dizer não” — essa eu ainda estou aprendendo e ainda tenho uma jornada pela frente.
Com o surgimento da internet, o aumento da inclusão digital, a evolução da tecnologia e, atualmente, a pandemia, cuidar da saúde mental passou a ser prioridade para todos.
Principalmente para quem está atuando na área há algum tempo e não cuidou disso antes e também para quem está chegando agora. Trabalhar com tecnologia, em qualquer das grandes áreas, exige muito do nosso cérebro por estarmos sempre sob pressão para atingir metas muitas vezes inalcançáveis e precisar usar muito a função prática e analítica.
A saúde mental é um tópico negligenciado há muito tempo, sempre fez parte da vida humana e sempre irá fazer porque é o que nos faz humanos. Trabalhar com tecnologia nos deixa muito próximos da sensação de conseguirmos ser como as máquinas que construímos e funcionar sem parar.
Mas constantemente nos esquecemos que até as máquinas precisam de manutenção, pausa e atualização.
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